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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Momento curioso

MOMENTO CURIOSO

Aida Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini
(São Paulo - SP)












Meu olhar encontrou o teu,
Perdido em meio à multidão,
Você nem se deu conta,
Que do outro lado eu te espreitava curiosa.

Teus olhos procuravam alguém,
Não sei quem 
Nem porquê.
Com certeza não era eu.

De forma inesperada,
Alguém que desconheço
Esbarrou em mim, sem querer.
Meio desajeitada seguiu seu caminho.

Teu olhar ardente a encontrou,
Desesperado gritou por ela.
Ela escutou e correu para teu abraço sofrêgo.
Juntos sumiram em meio à multidão.

Voo de balão na Capadócia

VOO DE BALÃO NA CAPADÓCIA 

Aída Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini
(São Paulo - SP) 

       Naquele dia em especial, o despertar as quatro horas da manhã foi relativamente fácil e rápido, em arte pela grande expectativa e ansiedade em relação a experiência que estava por vir. Às cinco horas uma van passou no hotel em que estávamos hospedados e nos levou em vinte minutos para uma região ao redor de Goreme na Capadócia.
       Já perto do amanhecer demos uma rápida parada com direito a café e chance de observar toda a movimentação da chegada das pick-ups carregadas de equipamentos e os preparativos para inflar os balões. À nossa volta a agitação era muito grande devido aos diversos grupos que aguardavam eufóricos a partida. Em alguns minutos voltamos à van e nos dirigimos ao nosso balão. Ele já estava completamente inflado, era enorme e internamente podíamos visualizar a intensa chama que o alimentava. Subimos rapidamente no cesto que seria o nosso transporte e ficamos, as vinte e poucas pessoas, em pé uma ao lado da outra, segurando uma alça cada, sentindo o calor do fogo sobre as nossas cabeças.
       Após um rápido treinamento nos desgarramos do solo e de forma suave iniciamos a subida. Como os balões partiam de diferentes pontos, vento calmo, não havia possibilidade de se chocarem. A ansiedade anterior foi então superada.
     A sensação de estar a mais de quatrocentos  metros de altura não era nada se comparada ao silêncio da natureza adormecida que se descortinava às nossas vistas quando os primeiros raios de sol iluminaram o horizonte e o imenso vale de pedras.
       Voamos ao sabor do vento, subindo e descendo sob o controle seguro do experiente piloto. O visual era muito diferente do visitado no dia anterior quando lá estivemos caminhando e conhecendo um pouco daquele magnifico lugar, habitado por antigas civilizações.
      A sensação de paz e silêncio só era quebrada pelo rugido intenso da forte chama queimando que não me deixava esquecer onde estava.
       Os balões ao redor eram um cenário à parte. Multicoloridos, redondos, inflados, em diferentes alturas do solo, somavam mais de cem e contrastavam com a natureza desértica que sobrevoávamos.
     Em uma hora, que é o tempo do passeio me desliguei e saboreei cada precioso momento daquela fantástica e inesquecível aventura.
      Ao término fomos descendo e acompanhando as pick-ups e vans que corriam para acompanhar os balões que costumam pousar em locais diferentes da partida devido aos deslocamentos provocados pela força do vento. 
        A descida, tal qual a subida, foi tranquila e em poucos minutos já estávamos fora do cesto.
    Para finalizar fomos recepcionados com taças de espumante para brindar essa experiência que realmente valeu a pena ser vivida.